Canteiro da Saudade
O Canteiro da Saudade no Campo de Educação Ambiental do Santo da Serra – Eva e Américo Durão foi criado em homenagem a Maria do Céu Viana Brazão (26.04.1962 - 20.11.2024).
A 26 de abril de 2022, dia do sexagésimo aniversário, a Céu plantou uma pequena magnólia-azul num recanto do Campo de Educação Ambiental do Santo da Serra.
Em dezembro de 2024, um mês após a sua morte, o canteiro da magnólia-azul (Magnolia acuminata ‘Blue Opal) foi renovado e rebatizado com o objetivo de perpetuar a sua memória, a sua dedicação como voluntária da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal, agora designada Associação dos Amigos dos Ecossistemas do Arquipélago da Madeira – ECOAMA.
Desde outubro de 2005, a Céu trabalhou com saber e enorme entusiasmo na plantação de espécies endémicas e nativas no Pico do Areeiro e no Campo de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha, e a partir de abril de 2019 no Campo de Educação Ambiental do Santo da Serra. Só deixou de ser uma voluntária assídua, quando, em 2023, ficou muito debilitada pela doença oncológica.
No Canteiro da Saudade passaram a viver plantas que adorava.
O nosso amigo António Salazar, do Bosque Encantado da Ponta do Sol, sabendo da sua paixão por magnólias e da sua veneração pelas flores dos louros-da-montanha (Kalmia latifolia), ofereceu dois pequenos exemplares desta espécie e duas jovens magnólias-amarelas (Magnolia ‘Judy Zuk’).
Do Jardim do Tojal, na freguesia do Faial, vieram a carocheira (Calycanthus floridus), o pinheiro-guarda-sol-do-japão (Sciadopitys verticillata), a roseira-do-senhor-santo-cristo (Rosa x damascena), a ardísia (Ardisia crenata), o bambu-sagrado (Nandina domestica), a fúcsia-de-folhas-pequenas (Fuchsia microphylla) e a cila-da-madeira (Scilla madeirensis).
No Canteiro da Saudade habitam, também, o liquidâmbar (Liquidambar styraciflua) da América do Norte, a faia da Europa (Fagus sylvatica f. purpurea) e o diospireiro (Diospyros kaki) da Ásia oriental, árvores pelas quais a Céu tinha uma particular estima.